26 Março 2009

Seu papel: Vida!

Para as noivas que me procuraram para saber dicas de um eco-casamento.

Para os executivos que procuram opções de brindes ou divulgação.

Para todos que gostam de boas ideias e tem grande espectativas que elas sejam verdadeiramente 'verdes'.

Encontrei o Instituto Papel Solidário que faz o Papel Semente.

O papel semente foi elaborado e desenvolvido pela equipe Papel Solidário no começo de 2008. Ele tem as mesmas características de um papel artesanal reciclado, mas com um diferencial: ele possui vida!

Quer saber mais? Escreva para mim!


Papel Semente impresso com uma personalização

20 dias após plantar o papel em um vaso


75 dias depois....


24 Março 2009

Revestir

A tendência é criar alternativas que incentivem o consumo e a utilização de materiais que não prejudiquem o meio ambiente. Estou atrás de todas as opções e exposiões que trate do assunto.
De 24 a 27 de Março a Expo Revesitir 2009 traz as tendências internacionais em revestimentos, com produtos sustentáveis, novas tecnologias e designs inovadores, no Trasamérica Expo Center - São Paulo, das 10h às 19h.

23 Março 2009

Jogo dos erros

Nada contra a Brastemp, hein?! Tenho vários produtos deles na minha casa e gosto muito. Mas não posso deixar de ser justa com os meus princípios. Recebi essa propaganda da empresa, em comemoração ao dia da Água e achei um tanto incongruente.

Veja a imagem ampliada


Analisando o conteúdo notei dois erros, uma contradição e uma crítica infantil, utilizando o conhecimento do senso comum, sem nenhuma auto avaliação.

O primeiro erro nítido é que o produto é feito de plástico, tanto quanto o garrafão ou a garrafa plástica. A diferença é que o produto deles tem apenas 97% de material reciclável. A garrafa ou garrafão é 100% reciclável e, no caso do garrafão, é reutilizável. E os outros 3% do purificador? Que tipo de lixo é composto e que destino, nós consumidores, deveremos dar?

Depois encontrei a contradição, ao acusar as garrafas feitas de plástico de decomposição lenta (100 anos). Realmente, o plástico não é biodegradável, tem um processo de decomposição muito longo, que podem causar danos ambientais. Mas o material do purificador também não é de plástico?

No anúncio não diz que o plástico utilizado no produto é biodegradável. Então, seguindo o raciocínio do próprio anúncio: ao ser descartado ou se recicla os 97% do purificador ou demorará 100 anos para se decompor. Ou seja, o destino final do purificador é praticamente o mesmo dos outros materiais plásticos.

Eu acredito em argumentos muito mais contundentes para valorizar o Purificador como produto, principalmente quando se trata de água. Reduzir o consumo de garrafas ou garrafões poderia ser o destaque da propaganda, já que o consumo exacerbado é um dos grandes problemas da nossa sociedade quando tratamos de temas sustentáveis.

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Continuação e Atualização da discussão em 28/04/09

Veja aqui a resposta da Brastemp em defesa do seu produto.

Ecogerma - Basf

Da esquerda para a direita: Ecovio, Ecoflex e Ecobrás

O meu último destaque vai para a Basf, que apesar do seu vasto estande, acabei me concentrando na pequena área dos plásticos. Os representantes foram íntegros, atenciosos e muito esclarecedores. Toda a informação transmitida por eles tinha base científica, não faltou compreensão, pois eles dominavam todo assunto que envolvia plástico.

Ao contrário da Allianz, que dava preferência em atender o visitante que fosse de alguma empresa específica. Ao insistir em procurar um representante, este não conseguiu sanar a dúvida que eu tinha, apenas me deu um cartão para entrar em contato e até hoje a pessoa não respondeu meu e-mail com uma pergunta simples.

Enfim, em todo caso, vou dar atenção às boas informações obtidas através da Basf.

Busquei por toda feira a promessa do plástico biodegradável. Como eu já havia informado aqui no blog, não existe plástico biodegradável no mercado para o grande público. O que já foi divulgado é o PLA (polyactic acid ou ácido poliático), um plástico feito de milho ou de outra fonte renovável que realmente tem a função de biodegradação, mas que por si só não tem produção ou desenvolvimento suficientes para agregar essa característica aos plásticos do mercado.

A Basf, de forma otimista apresentou os modelos Ecoflex, Ecovio e Ecobras:

Ecoflex - É o plástico desenvolvido na primeira campanha dos biodegradáveis da empresa. Originalmente é feito a partir do petróleo, mas sua utilização se dá através da compatibilidade com outros produtos de fontes renováveis. Por ser de fonte fóssil o material acaba sendo muito resistente.

Ecovio - É blenda do Ecoflex e 45% de PLA (fonte renovável derivada do milho). Sua produção gera um material flexível, de espessura próxima de 10 mm, alta resistência ao rasgo e de estabilidade térmica até 230º.

Ecobras - É a combinação de Ecoflex (Basf) e amido de milho (Corn Products Brasil). Plástico com mais de 50% de fonte renovável, durante a sua decomposição comporta-se como um composto orgânico normal.

Imagens: Acervo pessoal

Os três ecoplásticos são biodegradáveis, compostáveis e seguem rigorosamente a normas internacionais como a BPI (Instituto de Produtos Biodegradáveis), European Bioplastics e Biodegradable Plastic Society. Embora sejam verdadeiramente biodegradáveis, os plásticos da Basf ainda não são comuns no dia a dia do consumidor. Pelo que foi explicado, as indústrias de celulose são os maiores compradores, utilizam os tubetes de Ecobras para reflorestamento, assim como as empresas de agronegócios.

Tudo se transforma

Abri uma outra série em 'Temas', da aba esquerda do blog: Tudo se Transforma

Em clima de boas notícias, hoje terminarei o último post sobre a Ecogerma e publicarei outra notícia interessante:


Cientista brasileiro mostra que a palha de trigo substitui materiais não-renovavéis de automóveis. Atualmente, a palha não tem valor de marcado, por isso reduz peso do veículo e consequentemente o custo de produção.

Leonardo Simon, professor de engenharia química da Universidade de Waterloo, Canadá mostrou que a palha é uma alternativa viável ao ser transformada em pó e misturada com polipropileno, forma peças internas e externas de automóveis. Essas peças hoje são fabricadas a partir de fonte minerais, não-renováveis, no entanto, se tornarem competitivas, as peças de palha de trigo estarão no mercado daqui há 3 anos.

Alguns dados da pesquisa são sigilosos, mas o pesquisador dá dicas dos benefícios observados: "em alguns processos, consegue-se reduções significativas no peso da peça e quando o veículo fica mais leve, economiza combustível". Ele está otimista também com a diminuição dos custos e sugere que a economia deve ser de mais de 10%.

Esses estudos fazem parte do projeto BioCar, que integra quatro universidades canadenses e é financiado pela província de Ontário e por empresas como a Ford, que contribuiu com 2 milhões de dólares canadenses.

Fonte: Folha de São Paulo, 23/03/2009, Ciência por Afra Balazina. Leia na íntegra.

Imagem: Banco de Imagens Corbis


Usina brasileira de energia a partir do lixo

Este final de semana chegou uma notícia bacana sobre plástico e energia.

No Rio de Janeiro montou-se a primeira usina de queima de lixo orgânico e plástico para gerar energia.

A Usina Verde fica na UFRJ, não conta com o dinheiro público, mas transforma 30 toneladas de lixo por dia em 440 kwh para consumo próprio e já trabalha na realização de projetos em escala para algumas prefeituras e indústrias de grande porte. Se estes projetos de âmbito comercial entrarem em vigor (previsto para daqui 2 anos), operará com 150 toneladas de lixo por dia e geração de 3,3 mWh, sendo que 2,8 mWh podem abastecer 14 mil casas.

Como funciona: Uma equipe da Usina Verde separa o lixo reciclável (como garrafas PET, papel e plástico) do lixo orgânico (incluindo plástico não-reciclável). Este material orgânico segue para um forno com temperatura aproximada aos 1000ºC. Já o plástico é o combustível do processo e quando queimado junto com a matéria orgânica além de energia, gera cinzas que podem ser utilizadas na fabricação de pisos e tijolos.

Vale lembrar que a matéria orgânica é totalmente inativa nos lixões e aterros sanitários e a sua degradação gera gás metano e carbônico. O metano é 23 vezes pior que o gás carbônico CO2. Também, não se pode esquecer que esse é o primeiro projeto, piloto no Brasil e que na Europa existem 420 usinas como essa em operação.

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19 Março 2009

Ecogerma - Essencis


Quero aproveitar essa análise de conteúdo da Essencis para lembrar uma situação comum em São Paulo, as enchentes. Terça-feira passada a cidade enfrentou um caos nas ruas, trânsito e alagamentos, que no fim resultou em muito lixo e prejuízo.

No dia seguinte, a prefeitura tratou de limpar as ruas, recolher todos os móveis estragados que a população deixou em suas calçadas e encaminhá-los a um aterro especial para produtos de enchente.

Imagina o aterro específico para esse tipo de lixo, que além de móveis, podem conter geladeiras, fogões, micro-ondas, máquina de lavar, enfim eletrodomésticos que também são vítimas das enchentes.

Não é uma imagem de proporções monstruosas?

Depois de visitar o estande da Essencis e rever o destaque da maquete da Manufatura Reversa, associei imediatamente às ações da Prefeitura, do encaminhamento único e direto desses resíduos ao aterro.

A Manufatura Reversa tem como princípio recuperar e reaproveitar ao máximo de equipamentos como refrigeradores, congeladores, condicionadores de ar, eletroeletrônicos, veículos, máquinas, entre outros. Ou seja, produtos descartados são desmontados, descaracterizados e reaproveitados, transformando em materiais e matéria prima para processos industriais e utilizadas em novas aplicações. Tudo aquilo que não puder ser reaproveitado é tratado e encaminhado para a destinação adequada.

A Essencis trabalha com os requisitos necessários que conferem eficiência no tratamento desses descartes. A desmontagem segue critérios técnicos específicos, assegurando correta separação de materiais como plásticos metais e vidros. Fluidos e gases são coletados, tratados, quando cabível recuperados ou incinerados (quando se trata de poluentes). É o caso do CFC, gás usado nos modelos antigos de refrigeradores, altamente poluente. A empresa recupera o CFC das espumas de poliuretano utilizadas nos sistemas de isolamento térmico dos equipamentos de refrigeração. Essa tecnologia é fruto da parceria com a empresa alemã SEG.

Além dessa solução, a Essencis oferece eficiência ambiental e segura no tratamento e destinação final de resíduos em aterro, biogás (energia), biopilha, co-processamento, incineração, dessorção térmica (tratamento de solo) e tratamento de efluentes.
Gosto do lema: Nada se perde, tudo se transforma!

Será que os móveis e todos esses materiais inutilizados pela enchente, ao invés de seguirem diretamente a um aterro sanitário, não poderiam passar por algum processo de reaproveitamento e depois transformado em algum tipo de energia?

17 Março 2009

Ecogerma - Embrapa


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bateu na mesma tecla do biodiesel. Além das matérias-primas tradicionais (Soja, Girassol, Amendoim, Mamona e Algodão) nos apresentaram outras fontes alternativas, um tanto curiosas e interessantes.

Era o caso do Dendê, Babaçu, Inajá, Mandioca, Tucumã, Macaúba. Tudo isso vira energia!


Numa exposição típica de museu, o estante continha explicações de cada matéria-prima e processo de produção.

Destaque para o Programa de Biodiesel de Óleo de Fritura. No Distrito Federal há uma parceria da Embrapa com a Caesb (Companhia de Água e Esgoto de Brasília) para a produção de biodiesel a partir da transformação do óleo saturado (de fritura), evitando que o óleo pós-consumo seja despejado na rede de esgoto e causando danos ao meio ambiente. O consumo per capita no Brasil é de 40 milhões de litros por ano.

Benefícios dessa reciclagem:

Energético - não há gasto adicional de energia para a produção do óleo.

Reciclagem - supre parte da matéria-prima necessária ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Produção de Biodiesel.

Ambiental - protege o ambiente pela exclusão de um agente poluente no esgoto urbano e pela redução da emissão de gases de efeito estufa.

Social - gera empregos e renda para catadores de material reciclável.

Relembrando os impactos ambientais se o óleo usado for descartado irregularmente:

- Se lançados no solo, os óleos, que são de lenta degradação, podem obstruir o volume poroso e causar impermeabilização do solo.

- Nos rios, pela sua menor densidade acumulam-se na superfície impedindo trocas gasosas e oxigenação da água, acarretando num desequilíbrio da fauna aquática.

- No esgoto, os óleos aumentam os custos operacionais nas estações de tratamento de esgotos.

Ecogerma - ThyssenKrupp

Estande da ThyssenKrupp na Ecogerma
Imagem - Acervo Pessoal

Não condeno de forma alguma os métodos de divulgação, principalmente quando se trata de divulgar ações sociais e ambientais. Quando recebi o release da assessoria de imprensa da ThyssenKrupp para a feira, fiquei lisonjeada em poder conhecer mais de perto esse material.

O que me chamou mais a atenção foi o título do e-mail: "Estande ecologicamente correto na Ecogerma".

Eu já pude participar de processos de montagem e desmontagem de estandes de feiras por aqui em São Paulo e há dois anos atrás, enquanto eu acompanhava uma feira, eu nunca tive conhecimento de estandes ecologicamente corretos. Como as coisas mudam rápido, novas filosofias de mercado surgem, eu queria ficar a par do novo movimento 'verde' dos estandes. Ao ler a chamada do e-mail fiquei muito empolgada e esperava conhecer mais sobre esse mercado desenvolvido para as feiras, que tem como princípio reduzir ou substituir materiais que possam contribuir para o desmatamento, escravidão, emissão de carbono....

A verdade é que o release era pouco claro na explicação do "estande ecologicamente correto", que apresentava o seguinte trabalho: "Desde a primeira reunião de brainstorm da agência até a desmontagem pós-evento, todo o esforço será computado no cálculo de emissão de dióxido de carbono (CO2). O total do cálculo será revertido no plantio de árvores em uma área degradada da Mata Atlântica, com direito ao acompanhamento do desenvolvimento da mata e foto-documentação ao longo de dois anos.".

Disse Fabiana, diretora da Netza (Assessoria de Imprensa): "Fizemos um levantamento do material a ser utilizado, para definirmos a solução adequada para cada tipo de resíduo após a finalização do evento, com triagem de materiais como plástico, orgânico, papel, vidro e metal”. “O buffet a ser servido durante a feira, no espaço VIP do stand, também seguirá o conceito ambientalmente responsável. Os alimentos são isentos de agrotóxicos e aditivos químicos, com certificação pelo IBD (Instituto BioDinâmico), além de bandejas de madeira certificada pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal)".

E antes mesmo de poder compreender a posição da empresa, eu já havia visto o conteúdo todo do e-mail divulgado pela Netza em blogs de colegas, que falam sobre meio ambiente e sustentabilidade, sem ao menos fazerem uma reflexão sobre essas ações (Não vou copiar o e-mail todo, pois estão publicados em outros blogs).

Bom, meu papel aqui no blog não é defender, nem crucificar ninguém e sim expor os meus pensamentos e análise crítica sobre posicionamento e informação que é passado a mim. Por esse motivo, fiz alguns questionamentos à assessora com um único propósito: tentar compreender e extrair ao máximo os esclarecimentos sobre o diferencial deles na Ecogerma, que antes eram superficiais.

Com muita educação e dedicação, a assessoria de imprensa respondeu às minhas perguntas, que aqui lhes apresento:

@CPE - Os materiais utilizados na montagem são ecológicos?

Netza - A maioria dos materiais serão reutilizados pela montadora posteriormente (como MDF, estrutura metálica, vidro, etc). Procuramos desenvolver um projeto que utilizasse bastante vidro e a principal parede estrutural do estande é revestida de tubetes de papelão reciclado, que também poderão ser reutilizados. Tivemos ainda o cuidado de utilizar o máximo possível de materiais “crus” (que não necessitaram de pintura), para economia de tinta automotiva (além da redução de custo, esse fator permite que o material seja melhor reaproveitado – quando o material é pintado, ele diminui suas chances de reutilização, ou encarece sua recuperação para outros fins).

CPE - Existem materiais no mercado de estande diferenciados para montagem, que tenha menor impacto ambiental?

Netza - PREFIRO CONFERIR COM A NOSSA MONTADORA PARCEIRA E RESPONDER COM MAIS PROPRIEDADE, OK? De qualquer modo, algumas montadoras já estão trabalhando com o conceito de sustentabilidade dos eventos e utilizando materiais recicláveis e/ou com materiais certificados (madeira de reflorestamento, por exemplo). Essas iniciativas já estão tomando corpo no mercado e a Netza procura sempre parceiros que estejam “sensibilizados” com essa causa e gabaritados para atuar reduzindo os impactos de nosso trabalho no meio ambiente. Se não, que destino estão acostumados a dar a esses materiais no final da montagem? As montadoras de estande reutilizam muitos materiais, e cada vez mais os próprios organizadores do evento firmam parcerias para a destinação sustentável do “lixo” produzido (com associações e ONGs). No caso de Ecogerma, a organizadora (Câmera Brasil-Alemanha), firmou um convênio para destinação correta do lixo. Para o caso específico do material de descarte do estande da ThyssenKrupp, nossa montadora parceira dará uma destinação para o material que não será reutilizado, através de parceria com uma associação de reciclagem.

CPE - Para onde é destinado os resíduos? Por quem?

Netza - LEVANTAREI ESSA INFORMAÇÃO PARA COMPLEMENTAR AS INFORMAÇÕES RESPONDIDAS NA QUESTÃO 3.

CPE - A empresa acredita que a solução para os resultados das calculadoras de carbono é o plantio de árvores?

Netza - A Netza não encara essa iniciativa como solução definitiva, mas é um passo consciente que muitas empresas tem dado para amenizar as emissões de CO2 de suas atividades. Começamos um movimento de propor essa idéia aos nossos clientes e estamos em fase de análise para essa compensação na rotina da agência também. A ThyssenKrupp comprou a idéia como importante para o desenvolvimento de sua participação na feira, uma vez que as empresas do grupo já vêm trabalhando alternativas sustentáveis de atuação em seus negócios e comunidades inseridas, como as que estão sendo apresentadas no estande.

CPE - Além de plantar de árvores - que tem como propósito compensar (e não combater) o consumo de CO2 - e dos alimentos isentos de agrotóxicos do buffet, quais projetos a ThyssenKrupp nos apresentará nesta feira?

Netza - A Netza considera desde o início do desenvolvimento da idéia, que a ação de neutralização do CO2 é para compensar, e não combater a emissão do CO2. Em relação aos projetos apresentados, a ThyssenKrupp apresenta os projetos de algumas de suas empresas:

ThyssenKrupp Bilstein: aquecedor solar.

ThyssenKrupp CSA: exposição de fotos dos projetos: Reflorestamento do Rio Guandu: A CSA desenvolve na Bacia do rio Guandu, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas, um projeto de reflorestamento em área de 39ha e a manutenção de outras 250.000 mudas plantadas em outra área distinta. Estes projetos são provenientes das Compensações Ambientais e do convênio firmado entre a CSA, a SEA e o IEF para a aplicação direta dos recursos da compensação ambiental em áreas selecionadas pela SEA.

Fazenda de Pescados: Já foram investidos mais de R$ 1.000.000,00, exclusivamente focados nas comunidades de pescadores da região. Na forma de desenvolvimento de suas capacidades, assistência às comunidades e no desenvolvimento de projetos para os mesmos, tais como: desenvolvimento de ¨fazendas de peixes¨, pode-se assim dizer, para fomentar a comercialização de peixes, a pesca e, contribuindo na infra-estrutura de todo o setor.o Restauração do Mangue: Aproximadamente 40 pessoas foram treinadas para remover detritos e materiais indesejados ou poluentes do manque. Estamos agora no diagnóstico final das áreas degradadas neste projeto iniciado em Junho de 2008.O monitoramento das condições botânicas, físicas e químicas do eco- sistema nos dá embasamento para avaliar constantemente o estado do mangue e sua saúde e que decisões tomar.

ThyssenKrupp Fördertechnik: Redução de Emissões de CO2 Através da Tecnologia de Mineração Continua à Céu Aberto

ThyssenKrupp Robrasa: Exposição de equipamentos que compõem maquinário para produção de energia limpao Rolamento de giro das pás (Energia Eólica – aero geradores);

Engrenagem primeiro estágio do redutor planetário (usina de etanol).

ThyssenKrupp Elevadores: Frenagem regenerativa: A empresa apresentará o Sistema eletrônico de potência que controla bi-direcionalmente o fluxo de energia entre a rede elétrica e o motor. Os elevadores com este sistema têm muitas vantagens sobre os convencionais tais como: - devolução de energia para a rede do empreendimento quando o motor atua como gerador,- economia de energia,- redução do conteúdo harmônico gerado pelo inversor,- fator de potência unitário,- redução drástica do Banco de resistores.

Sistema ADC XXI: Trata-se de uma interface IHM (Interface Homem-Máquina), pequeno computador semelhante aos utilizados em caixas eletrônicos colocado em cada piso, que substitui a botoeira de pavimento. Sempre que uma pessoa desejar ir a outro andar, dirige-se até este terminal, normalmente disposto no hall dos elevadores, e informa a ele seu destino. Imediatamente, o terminal responde ao passageiro qual elevador vai executar a tarefa de transportá-lo. O usuário aguarda em frente ao elevador indicado e, então, é levado ao seu destino, não sendo necessário operar qualquer dispositivo dentro da cabina.o Máquina Gearless (para elevador synergy): O design ultracompacto da máquina sem engrenagem foi especialmente desenvolvido para o synergy. A máquina ecologicamente correta, com o seu motor síncrono, sem engrenagem e sem óleo oferece uma operação silenciosa e com baixo consumo de energia.
__________

Com essas respostas já temos claramente o posicionamento e as ações sustentáveis da ThyssenKrupp. Ponto positivo para a empresa e para sua assessoria.

Não dá para ser Consciente e falar de sustentabilidade sem ao menos entender e explorar o que está por trás de um título.

E você leitor? O que acha?

16 Março 2009

Balanço Geral - Interior do evento

O cadastro para a entrada era rápido e organizado. Logo de cara via-se pessoas saindo com sacolas de papel ou tecido nas mãos e dentro delas alguns vários folders.

O que mais me surpreendeu foi a quantidade de lixeiras de coleta seletiva em todos os cantos do pavilhão. Além delas, que já fazem parte do cotidiano do Transamérica Expo Center, haviam outras tantas lixeirinhas coloridas em frente a alguns estandes.

Acredito que a presença dessas inúmeras lixeiras de reciclagem tinha um único significado, o da proposta temática, visual e atrativa dos expositores.

Sendo mais específica, as lixeiras faziam parte do Marketing Verde dessas empresas, que sinceramente, aproveitaram o tema da sustentabilidade e se apegaram à reciclagem como um "bordão" e, que no fim, não acrescenta e nem define as verdadeiras características de uma empresa sustentável. É um apelo "ecoverde" que já está batido, tendo em vista que a reciclagem não é uma opção e sim uma obrigação de todos os cidadãos, principalmente dos que consomem e geram resíduos em excesso, como a indústria, o comércio e serviços.


Embora ainda sejam bem conhecidas e agregadas às questões de educação ambiental corporativa, as tais lixeiras claramente fracassaram, ficaram completamente sem razão ou propósito. Explico. Captei essa imagem, um tanto intrigante:


Neste momento flagrei o responsável pela limpeza recolhendo o que estava nas lixeiras dispostas nos estandes e depositando tudo, sem separar, na lixeira maior (a laranja), que ele estava carregando. Questionei o funcionário, se o lixo que ele acabara de misturar seria novamente separado. Ele me garantiu que o procedimento padrão é depositar todo o lixo junto para que a empresa de coleta seletiva separasse em seu estabelecimento próprio.

Se o Transamérica não proporcionasse as lixeiras seletivas, concordaria que os expositores recorressem às suas próprias lixeiras como forma até de protesto contra o local do evento. Mas, com toda a certeza, não era o caso.

No prédio onde moro também é assim. Em cada apartamento devemos separar o orgânico do reciclável, pois a empresa de reciclagem que recolhe separa depois. Teoricamente, é normal esse procedimento. Então, por que é que as empresas dos estandes fizeram questão de mostrar as lixeirinhas coloridas?

Puro Marketing Verde?

Desconheciam o método de descarte do lixo do pavilhão?

Ou foi só para dar mais trabalho ao funcionário da limpeza?

Imagens: Acervo Pessoal


Balanço Geral da Ecogerma

Essa semana será dedicada à minha exploração aos destaques da Ecogerma.

A feira em si estava boa.

Não estava espetacular como eu imaginava.

Imaginava, que por ser alemã, a feira nos apresentasse pontos característicos de uma "cidade modelo" ou no termo atual: cidade sustentável, que proporcionasse uma reflexão sobre o fundamento da sustentabilidade e os caminhos para o início, meio e fim de uma transformação sócio-ambiental.

A educação ambiental poderia ser um dos pontos fortes, principalmente quando falamos de Brasil. Mas pouco se viu ou se ouviu dessa preocupação. Talvez por ser mais alemã do que brasileira, a feira destacou o que tem de melhor em tecnologia. Porém também destacou o alto custo de implantação e produção sustentáveis, ainda bem distantes da nossa realidade e distante do princípio do desenvolvimento de tecnologias em favor das políticas públicas. E para isso, acredito que a palavra sustentabilidade da feira não combinou muito com o que nos foi apresentado.

A entrada era franca, mas o estacionamento valia R$22,00. Não sei se o objetivo dessa cobrança foi pensado no controle emissão de carbono dos automóveis, mas não havia ali nenhuma recomendação, "plaquinha verde" ou incentivo no local que indicasse essa atitude. Todavia, a organização do evento poderia ter concedido desconto para quem tem o selinho verde da ControlAr (meu caso). Enfim, eu poderia ter pegado 3 ônibus para chegar ao local, mas a culpa pela emissão de carbono seria pior; ou seja, compreendi que a feira não era pra qualquer um.

13 Março 2009

Consciente por Escolha amanhã na Ecogerma


Atenção Leitores,

Amanhã (14/03) à tarde estarei na feira de tecnologias sustentáveis, a Ecogerma.

Fiquem ligados, pois se tudo der certo, farei uma transmissão simultânea para o Twitter.

Semana que vem farei um post detalhado de tudo que vi. Para acompanhar a transmissão clique em Conciente por Escolha no Twitter.

Obs.: O Twitter faz atualizações mínimas de 30 em 30 minutos, então tenham um tiquinho de paciência .

Até a semana que vem!

Tempo que te quero tempo


Amanhã, Glauber Rocha assopraria 70 velinhas.

Na década de 50, o cinema brasileiro estava esgotado da fantasia, do ilusionismo dos filmes norte-americanos. Um movimento contrário surgia em busca da realidade, do pensamento e da crítica. Jovens revolucionários discutiam novas ideias para as produções nacionais, consequentemente, discutia-se realizá-las a baixo custo. Surgiu aí o Cinema Novo.

O núcleo mais popular do cinema novo na época era composto por: Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade, Carlos Diegues, Paulo Cesar Saraceni, Leon Hirszman, David Neves, Ruy Guerra e Luiz Carlos Barreto.

Nelson Pereira do Santos, com Rio 40 Graus (1955) fez um dos melhores filmes (para mim) sobre o Rio de Janeiro. "Rio, 40 Graus, era um filme popular, mostrava o povo ao povo, suas ideias eram claras e sua linguagem simples dava uma visão do Distrito Federal. Sentia-se pela primeira vez no cinema brasileiro o desprezo pela retórica. O filma foi realizado com um orçamento mínimo e ambientado em cenários naturais: o Maracanã, o Corcovado, as favelas, as praças da cidade, povoada de malandros, soldadinhos, favelados, pivetes e deputados" (Carlos Roberto de Souza em 'A fascinante aventura do cinema brasileiro')

Com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, Glauber Rocha viajou Brasil a fora em busca dos conflitos deste país. Criou essas obras de arte:

1962 Barravento
1963 Deus e o Diabo na Terra do Sol (Indicado Festival de Cannes: Palma de Ouro)
1967 Terra em Transe (Vencedor Festival de Cannes)
1968 O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (Vencedor Festival de Cannes: Melhor Diretor e Indicado Festival de Cannes: Palma de Ouro)
1970 Cabeças Cortadas
1971 O Leão de Sete Cabeças
1972 Câncer
1975 Claro
1980 A Idade da Terra

Para quem não viu, tenho certeza que ficará impressionado, pela qualidade da crítica e pela relevância dos temas nos dias de hoje. Pra quem já viu, não se impressionou nadinha com 'Cidade de Deus' ou 'Carandiru'.

As tecnologias cinematográficas certamente mudaram. Mas, com crise ou sem crise, o Cinema Novo continua novo.

Glauber Rocha morreu dia 22 de Agosto de 1981, vítima de broncopneumonia. Tinha 42 anos.


Dica: Não se encontra facilmente o aluguel desses filmes, se estiver em São Paulo encontrará na 2001 Vídeo da Av. Paulista.

Dica 2: "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e "Terra em Transe" são clássicos, portanto, não se pode falar de Glauber Rocha sem ver esses filmes.

Dica 3: Zoom-Glauber Rocha: Amanhã (14/03) às 22h30 a TV Cultura exibirá um especial sobre o cineasta, o programa contará com entrevistas de Cacá Diegues, Zelito Viana e Carlos Reichenbach. Os curtas em destaque são "Pátio" e "De Glauber para Jirges".

Dica 4: O Canal Brasil (TV paga) exibirá uma série sobre Glauber em seis curtos episódios. De segunda a quarta, à 0h. Na sequência, às 0h15, o canal passa "Câncer".

Dica 5: Tempo Glauber é o museu guardado por Lúcia Rocha, mãe de Glauber Rocha.


Vídeo 1 - Paulo Autran (o Porfírio Dias de "Terra em Transe") e Paulo Gil Soares

Vídeo 2 - Manifesto Glauber Rocha


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12 Março 2009

Praça Victor Civita - Um Eco-Park exemplo para o mundo.

Sob gestão e coordenação do Instituto Abril e da Prefeitura de São Paulo, em conjunto com o escritório Levisky Arquitetos Associados criou-se a Praça Victor Civita - Espaço Aberto da Sustentabilidade, um belo parque ecológico sobre um terreno de 13. 648 metros quadrados que encontra-se contaminado por metais pesados, além de outras substâncias tóxicas, resultantes da queima de resíduos domiciliares e hospitalares, realizada no local entre os anos de 1949 e 1989. Cerca de 200 toneladas de lixo eram processadas diariamente no local, em duas câmaras de combustão.

Mesmo depois da limpeza da área, a equipe se esforçou em minimizar a escavação do solo através da construção de um deck que, tem cerca de três metros acima do solo. A Praça Victor Civita também inclui painéis solares, a utilização extensiva de madeira recuperada, e um museu, que explica as características sustentáveis que foram desenhados para o a Praça.

A Terra tem uma maneira de preservar a sua história, mesmo quando arqueólogos encontram os vestígios de vida ao longo dos anos, tendo como objetivo comprovar o passado. No entanto, no caso da Praça Victor Civita, em São Paulo, a história da terra é um pouco mais evidente. O pavimento elevado literalmente expõe a história da paisagem como valor local.

É construído de madeira de lei brasileira, que foi adquirido de distribuidores que seguem rigorosas regras de extração e de reflorestamento. O deck é apoiado por uma estrutura metálica que lhe permite flutuar acima do solo contaminado. Em vez de utilizar outros materiais, equipe optou por criar um conceito de uniformidade visual, usando a mesma madeira do deck para definir todos os espaços menores da praça.

O efeito é um fluido de três dimensões que cria divisões que aparenta como se eles saíssem de dentro do deck. A programação local tira partido da sua história para incentivar os visitantes a pensar sobre o passado e o presente da ecologia do local. Através da exposição de painéis, os visitantes são capazes de obter uma ideia sobre os vários esforços tomados para tornar o espaço mais limpo, saudável - e, em última análise, mais sustentável. Incluem-se: a utilização de madeira reciclada para a construção do pavimento, painéis solares para produzir energia local, e um sistema de filtragem de água para a sua limpeza.

Além disso, o edifício que outrora abrigava o Incinerador de Pinheiros foi adaptado e recebeu um espaço chamado de Museu da Sustentabilidade. Um anfiteatro coberto oferece um local para eventos musicais. Instalações recreativas e comunitárias tornam o espaço convidativo para os bairros vizinhos desta densa zona urbana. Além de várias atividades educacionais e ambientais, a praça oferece oficinas que tratam das questões ambientais para o seu lar.

Rua Sumidouro, 580 - Pinheiros - São Paulo - SP - CEP 05428-010

Tel.: (11) 3037-8696 - Funcionamento: diariamente, das 6h30 às 19h

Para saber mais de todas as atividades da Praça Victor Civita, entre aqui.

Vídeos: 1- Sobre a Praça 2- Sobre o Incinerador de Pinheiros


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Fonte: Inhabitat e site Praça Victor Civita

Imagem: Inhabitat

Vídeos: site Praça Victor Civita

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As Ecolojas da Construção

Quer que a obra da sua casa seja o mais 'eco' possível?

Confira a lista de lojas que dispõem de materiais sustentáveis:

SUPERGREEN Boa para: soluções sustentáveis de hidráulica e energia. Por que escolhemos: oferece sistemas de água e energia solar de acordo com a demanda do cliente. Entre os mais vendidos estão tubos e conexões de PPR, captação e reúso de água de chuva, painéis fotovoltaicos, aquecimento solar de água a vácuo e sistemas de tratamento biológico de esgoto. Fator extra: promove cursos de capacitação de mão-de-obra para instalações hidráulicas. Como trabalha: soluções e produtos sob encomenda, com garantia dos fabricantes e profissionais indicados para a instalação. Informações: http://www.supergreen.com.br/; tel. (11) 3744-3051, São Paulo.

PRIMAMATÉRIA Boa para: todas as etapas da obra, da estrutura aos acabamentos. Por que escolhemos: o show room incorpora alguns produtos oferecidos pela loja, como tintas à base de terra e piso de marmoleum. Outras opções: pisos de madeira de reflorestamento, equipamentos para captação de água de chuva e painéis fotovoltaicos. Fator extra: para quem vai construir, a loja conta com profissionais para a elaboração do projeto. Como trabalha: produtos sob encomenda, com entrega em uma semana. A instalação é feita por profissionais indicados pela loja. Informações: http://www.primamateria.com.br/; tel. (11) 3814-8443, São Paulo.

ECOPRODUTOS Boa para: todas as etapas da obra, do projeto à decoração. Por que escolhemos: Ela é apoiada pelo Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica, que presta serviço de consultoria de projetos e desenvolvimento de produtos sustentáveis. A loja comercializa cerca de 5 mil itens – argamassas, tintas, telhas, peças artesanais e produtos de limpeza. Fator extra: organiza cursos de capacitação em ecoprodutos para profissionais da construção. Como trabalha: produtos e soluções sob encomenda, garantia dos fabricantes e indicação de mão-de-obra. Informações: http://www.idhea.com.br/; tel. (11) 3227-4742, São Paulo.

ECOLEO Boa para: acabamentos de madeira e produtos para marcenaria. Por que escolhemos: aberta em 2003, foi a primeira revenda de madeira certificada da América Latina. Todos os produtos levam o selo do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC): painéis, pranchas, compensados, MDF e madeira serrada bruta de várias espécies.Fator extra: promove treinamento e consultoria para arquitetos designers e marceneiros. Tem parceria com escolas de marcenaria moderna do Senai.Como trabalha: produtos com pronta entrega e indicação de mão-de-obra. Informações: http://www.ecoleo.com.br/; tel. (11) 3812-3422, São Paulo; tel. (21) 2221-0777, Rio de Janeiro.

ECOCASA Boa para: soluções hidráulicas e de acabamento. Por que escolhemos: a loja trabalha exclusivamente com produtos e serviços sustentáveis para construção e reforma. Destaque para o sistema de captação de água de chuva, coletores solares e madeira plástica (feita de plástico reciclado, é ideal para piso, deck, bancos de jardim e acabamentos). Fator extra: elabora projetos de acordo com a demanda do cliente. Como trabalha: produtos sob encomenda, com assistência técnica e instalação feita pela loja ou com indicação de mão-de-obra. Informações: http://www.ecocasa.com.br/; tel. (19) 3442-8434, Limeira, SP.

CEC.COM.BR Boa para: etapas de acabamento. Por que escolhemos: a loja virtual da C&C conta com cerca de 250 produtos com o selo ECO2, que identifica materiais de construção ecológicos e econômicos. Destaque para luminárias solares, lâmpadas eficientes, tintas à base de água e equipamentos que reduzem o consumo de água em banheiros e cozinha. Fator extra: inscrição online para diversos cursos gratuitos oferecidos nas lojas. Como trabalha: compras pelo site, com entrega em todo o Brasil. Garantia dos fabricantes e prazo de troca de até 30 dias. Informações: http://www.cec.com.br/; SAC (11) 4004-1444, São Paulo.

Fonte: Casa Claudia

Pisando Verde

Na edição de fevereiro da Casa Claudia saiu algumas alternativas de revestimento para sua casa (nova ou em reforma).

Entre os destaques estão:

Modelo Carvalho 15,24 X 91,44

Piso Interfloor - Ganhou o selo Sustentax. Além de ecológico, é isolante térmico e elétrico. Feito de PVC, tem vários padrões. Os que imitam madeira custam entorno de 90 reais o m².

Modelo Gota Cottone 21x21

Piso Lepri - Recém-lançadas, as ecopastilhas são fabricadas com lampadas fluorescentes recicladas. Por 77,90 o m² reais (!)


Modelo Sage 60x60

Piso Neostone - Green Tech tem o selo Bureau Veritas. Importado da Itália, este porcelanato tem 40% de itens reciclados em sua composição, sai 253 reais o m².

Modelo Sepia 44x89

Piso Eliane - Em 60% do porcelanato Ecostone utiliza-se produtos reciclados e energia limpa. Custa 129 reais o m².

Fonte: Revista Casa Claudia; pg. 40 - Fevereiro 2008 (Ano 33 Nº02)


Errata - Sobre o Isopor

Revisando meus textos, lembrei que havia lido sobre o isopor ser reciclável (já corrigi no tópico 'O que pode ou não ser reciclável').

Procurando por aí, confirmei minha suspeita e aproveito este post para reiterar a informação: o isopor é SIM reciclável, tanto o EPS (poliestireno expandido) quanto e o XPS (poliestireno extrudado) são plásticos recicláveis e devem ser separados juntamente com os plásticos. O EPS é o isopor mais rígido, comum nas embalagens de eletroeletrônicos. Já o XPS, menos resistente, é encontrado em copos e bandejas de alimentos. "Como poucos brasileiros sabem disso, quase ninguém separa o isopor e isso inibe o interesse das empresas pela reciclagem do produto", diz Silvia Rolim, assessora técnica da Plastivida.

Por tanto, ecoamigos vamos ser conscientes e não embarcar no lema do senso comum.

OBS.: Se alguém vir alguma outra informação errada ou desatualizada; ou ainda, se quiser contribuir para esclarecimentos sobre a reciclagem, por favor entre em contato.

11 Março 2009

Ecogerma 2009


Embalada pela pergunta "Como será o mundo em 2050?", a Câmera de Comércio e Indústria Brasi-Alemanha promoverá amanhã o primeiro evento na América Latina sobre negócios e tecnologias sustentáveis.

A feira será dividida em seis áreas de atuações: energia, tecnologias ambientais, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, indústria e bens de consumo.

Já estou cadastrada e super empolgada. Visitarei a Ecogerma entre sexta e sábado, e de lá (se tudo der certo com o meu iPhone) transmitirei as primeiras impressões pelo Twitter. Na próxima semana colocarei aqui a matéria completa sobre a feira e suas novidades.

10 Março 2009

Enraizando o seu momento....


Lembrancinha de casamento também feita com cartões de sementes


Eu tinha um blog falando de casamento, e tinha também um tópico chamado Planeta Alternativo. Neste tópico eu agregava tudo que vira sobre casamentos sustentáveis, sem desperdícios.



Aqui, no Consciente por Escolha vou resgatar essas alternativas, pois apesar da gente pensar que é melhor sobrar do que faltar, podemos adaptar e reduzir gastos desnecessários de forma bem elegante e, consequentemente contribuindo para o bem estar do nosso planetinha.


Não sabe o que fazer com tantos convites, cartões de agradecimento, felicitações (etc) que você recebe constantemente?



Quem sabe um dia você não poderá plantá-los no seu jardim? E dele brotar flores? É apenas uma questão de tempo até que alguém apareça por aqui, no Brasil com os 'plantable cards' (cartões pantáveis). Neste novo estilo você pode agradecer, criar convites de casamento, chá-de-bebê, anúncios e cartões personalizados para qualquer ocasião.


Cada cartão é feito à mão a partir de 100% de fibra desperdiçacada por aí e semente de flores. Basta plantar o convite em um vaso com terra, dê algumas regadas e a Primavera começará a sua frente. Em pouco tempo, você terá em seu caminho um bonito buquê flores.




As imagens são da empresa canadense Botanical Paperworks, que entrega nos Estados Unidos e na Inglaterra.


Fonte e Imagens de Botanical Paperworks


Será que chega por aqui??? Vamos torcer!

79ª Exposição de Motor e Acessórios Automobilísticos


Em Genebra acontece até o dia 15 de março uma feira sobre novas tendências e tecnologias automobilísticas.

O que chama a atenção este ano é o foco da feira. Parece que cada produtor de automóveis em todo o mundo está desesperado em expor toda sua linha 'verde' de veículos. Em nenhum lugar esta tendência foi mais evidente do que neste ano no Motor Show de Genebra.


É impressionante a incrível variedade de carros híbridos, elétricos e compactos em exibição. Tais características, da maioria desses veículos prenderam toda a atenção na exposição deste ano. Você ainda acha que os carros 'verdes' vão perder para os atuais cuspidores de carbono?


Então vejamos os destaques (Top 3):



Um dos mais práticos veículos em exposição, o Chevy Spark é pequeno, compacto e muito elegante. O veículo possui uma economia de combustível dos 5L/100km, mas o que realmente o torna especial é o fato de que irá realmente ser lançado em 2010!


O Polo Bluemotion é supercompacto. É outro veículo que possui uma impressionante economia de combustível de 3,3L/100km. O veículo de pequeno porte, novíssimo motor a diesel (1,2 litros) e sistema de travagem regenerativa que ajuda a reduzir as suas emissões de CO2 de 87 g/km, que é bastante impressionante para um veículo diesel (previsto para 2010 também).

Ford Iosis Max
O Iosis Max é o conceito mais recente de veículos a ser estreado pela Ford, e espera-se que seja a representação do design do futuro Focus. A força dos 180 cavalos no motor 1.6 EcoBoost, promete distribuir melhor o combustível e reduzí-lo em 20% a mais que a economia de combustível dos motores convencionais de mesma potência.
Fonte/Imagens: Inhabitat

De pouquinho em pouquinho

Por mais que gostaríamos que fosse concreto, as empresas ainda estão engatinhando no meio da Responsabilidade Social e Ambiental.

Dificilmente, quando uma empresa se abre para as mudanças e exigências políticas, sobre o aspecto das responsabilidades com a sociedade civil, ela se manifesta completamente engajada e com propósitos a fim de contribuir para os problemas da sua comunidade.

Quando determinadas a fazer alguma diferença, os esforços não são inúteis, mas são poucos. Talvez falte um pouco de ousadia e principalmente, conhecimento. Saber exatamente aonde falha com a comunidade e desenvolver ferramentas que combatam os impactos tanto sociais quanto ambientais durante a vida útil da corporação.

Depois de tomar um café na Starbucks e ler uma cartilha de 12 páginas da empresa sobre a Responsabilidade Social embasada apenas nas realizações e pesquisa da sua sede norte-americana, ou seja, nada efetivo por aqui no Brasil, vi a própria loja em que eu estava, disponibilizando a todos os seus clientes, borra de café em saquinhos para levarmos para casa. Com um cartaz pouco vistoso, mas explicativo, mostra as utilidades da sobra.

Eu desconhecia, então pra quem também não conhece fica aqui a dica:

• O pó de café já usado, frio e escorrido é um ótimo adubo para plantas de vaso.

• Para tirar mancha do assoalho, basta esfregar borra de café seca.

• O pó de café usado é bom para tirar o cheiro de mofo.

• Pó de café serve para acender o fogo que não quer pegar.

• Pó de café é bom para as plantas, elas crescem mais depressa. O cravo da índia, adubado com café, dá antes do tempo.

• A borra de café é ótima para esfregar na sua pia branca, depois do serviço terminado. Ela também é interessante para lavar e clarear o chão da cozinha. Se após a faxina você quiser garantir maciez em suas mãos, então é só esfregar um pouco desse pó.

• A borra também é ótima para lavar galheteiros e vidros de azeite. Com um pouco de água, agite o vidro, enxágüe e deixe secar bem.

• Se as formigas tomarem conta do seu armário, um pouco da borra colocado dentro dele fará com que elas desapareçam.

06 Março 2009

Trocando Livros


Você já pensou em renovar a sua biblioteca?

Funciona assim:

Acesse o site: Trocando Livros

1. Você cria uma lista dos seus livros que você quer trocar

2. Quando outro usuário solicitar algum livro da sua lista, você o envia pelo correio

3. Você confirma o envio e ganha 1 crédito para solicitar 1 livro

Eu já me cadastrei!!!

A questão da Biodegradabilidade

O Instituto Plastivida gentilmente cedeu-me autorização para publicar este vídeo sobre o processo de biodegradabilidade.

O propósito deste post é refletirmos sobre as verdadeiras condições que oferecemos para os nossos resíduos. Esta questão envolve a todos nós, mesmo àqueles que separam o lixo devidamente.

Os aterros existem de fato, em todo o mundo, mas sua funcionalidade é questionada.

Esse problema me faz pensar que não há uma 'richa' entre a biodegradabilidade e a reciclagem. Muitas pessoas por aí vão dizer: 'Eu prefiro os produtos biodegradáveis'. Outras vão dizer: 'Eu prefiro reciclar o que consumo'.

Ambas afirmações estão corretas, por inúmeros motivos e visões de mundo. Mas somente seriam corretas se a realidade fosse doce. Os aterros sanitários não oferecem condições propícias para a biodegradação do lixo que chega lá.

A solução é a reciclagem? Não, pois a realidade da reciclagem também não é doce. Muito do que deveria ser reciclado vai para o lixo comum. Ou seja, não há condições concretas e efetivas para a coleta seletiva e para o encaminhamento correto desses resíduos.

A conscientização deste problema é a melhor solução até o momento.
Assistam o vídeo e comentem.
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Anexo: Gostaria de aproveitar este tema e reapresentar e reforçar o trabalho de pesquisa do Instituto Plastivida sobre o caráter oxi-biodegradável de alguns produtos vendidos a nós consumidores. Para saber mais clique Aqui, Aqui e Aqui.

05 Março 2009

NOTA - Inspeção veicular

No País: Inspeção veicular passará a ser obrigatória

Todos os carros em circulação no Brasil terão que passar por inspeção veicular obrigatória periódica de emissão de poluentes e itens de segurança. A decisão passará a vigorar ainda neste ano. Os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Márcio Fortes (Cidades) se reuniram ontem para discutir a implantação da inspeção nos Estados. O decreto criará mecanismos não punitivos, de acordo com os ministros.

Caio Guatelli - 6.mar.08/Folha Imagem
"Nuvem" de poluição encobre as regiões centrais e leste; poluentes de veículos aceleram risco de morte
Na região metropolitana de São Paulo, chance de morrer de doença cardiorrespiratória é de 10,9%; sem as emissões veiculares, cairia a 2,4%.

Em 2004, poluição matava, indiretamente, 12 pessoas por dia na região; ar de SP é mais 'pesado' que o limite máximo tolerável pela OMS.

O limite tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 10 microgramas de poluentes por m³ de ar. Sendo assim, o material poluente no ar nas principais regiões metropolitanas estão acima do limite:

São Paulo - 28,1 mg/m³

Rio de Janeiro - 19,0 mg/m³

Belo Horizonte - 16,5 mg/m³

Curitiba - 16,5 mg/m³

Porto Alegre - 16,3 mg/m³

Recife - 11,1 mg/m³

Nos atuais padrões, o ar da região mata indiretamente, por ano, 7.187 pessoas a partir dos 40 anos (grupo de maior vulnerabilidade). São 65% a mais que em 2004, ano da última pesquisa. As principais doenças agravadas são infarto, acidente vascular cerebral, pneumonia, asma e câncer de pulmão.


MAIS NÚMEROS:

A população na Grande São Paulo em 2004 era de 19,1 milhões. Em 2008 passou a ter 19,6 milhões.

A frota de veículos em 2004 era de 6,6 milhões. Ano passado cresceu para 9 milhões.
Folha de São Paulo (Cotidiano C3 em 05 de março de 2009)
____________________________


500 mil pessoas a mais em 4 anos, mais 3 milhões de automóveis no mesmo período. Que progressão é essa? São 6 veículos para cada um desses meio milhão de pessoas; - Isso se você considerar que todas essas 500 mil novas pessoas têm acima de 18 anos e carteira de motorista.


Para informações sobre a inspeção em seu veículo com placa de São Paulo, Clique Aqui.

04 Março 2009

Problema Resolvido?

2 + 2 = 4
Iglu + Sem Teto = Com Teto?
"Criança de 12 anos transforma lixo em abrigo para mendigos"
Lendo essa chamada tão otimista e inspiradora do Inhabitat me deu uma pontinha de orgulho das nossas crianças, dessa nova geração.

Mas essa pontinha de orgulho não passou de 1 mísero segundo após ler a reportagem completa.


Explico.

É tão confortante saber que a ciência faz parte do cotidiano das crianças. O espírito científico - o saber e experimentar - alimenta uma cadeia que se denomina: A ciência a serviço da sociedade. O jovem cientista tem que pesquisar e muito. Mas muito me admira a iniciativa e principalmente, a falta de indagações, uma vez que antes de fazer ciência é preciso partir para a dúvida. Ou seja, de que ponto a criança parte, que gere uma dúvida e daí surge a motivação de criar algum projeto científico?


A notícia diz o seguinte: "O Reality Show deve servir para alguma coisa. O programa televisivo Design Squad (PBS Kids) fez uma competição chamada Trash to Treasure (Lixo em Tesouro) e teve como vencedor Max Wallack, de 12 anos. Ele ganhou US$10.000,00 e um notebook Dell pelo projeto Home Dome (Casa Cúpula). Max utilizou sacolas plásticas, isopor e embalagens de amendoim para construir um tipo de iglu portátil para servir de casa aos moradores de rua, refugiados e vítimas de desastres."


O que impressiona não é a capacidade de uma criança de 12 anos realizar tamanha façanha experimental. Até porque é estimulante ações deste gênero. Há duas grandes questões que fogem totalmente da ciência exata, propriamente dita como desenvolvimento tecnológico.

A ciência social e humana é colocada em dúvida por mim a partir das palavras de Max sobre o surgimento do projeto:


"Eu realmente não me preocupo com o dinheiro (sobre o prêmio). Eu me importo em ajudar as pessoas". Max elabora, "quando eu tinha seis anos, eu ganhei um concurso de invenção, que incluiu uma visita a Chicago. Enquanto estive por lá, eu vi pessoas sem teto que vivem nas ruas, em túneis e passarelas. Senti-me muito triste por essas pessoas e, desde então, senti que a minha meta e obrigação era encontrar uma maneira de ajudá-los. Minha invenção melhora as condições de vida para pessoas sem teto, os refugiados ou sinistrados, dando-lhes uma maneira fácil de montar abrigos.".


A visão, um tanto primária e ingênua reflete não só o pensamento desta criança, como dos adultos que o cercam e os que o julgaram digno de premiação.


Diz o site: "O mínimo material que foi utilizado e reciclado para o projeto de Max Wallack e a inspiração óbvia em Buckminster Fuller faz de "Home Dome" uma estrutura verde viável.".


O grande problema social abordado, que insiste parecer irreversível por parte dos organizadores é do morador de rua não ter um teto. Esta reportagem me fez entender que os problemas dos moradores de rua serão solucionados com o iglu de plástico.


Provavelmente, Max não teve nenhum acompanhamento de cientistas políticos ou sociais na realização do seu projeto. O problema maior dessa premiação é o caráter Sócio-Ambiental Responsável forçado que rendeu quase R$24 mil a uma criança e que não passou da demosntração mais burra de comportamento ideal no mundo infantil: o herói. Max é o exemplo real da falsa moralidade criada pela reportagem e pelos idealizadores do Reality Show. Infelizmente, transmitida em rede nacional norte-americana à milhares de crianças, nos fazem crer que nós cientistas temos que viver pró-tecnologia e pensar a fim de criar alternativas emergenciais. Esqueceram que deveriam agregar às pesquisas tecnológicas o conhecimento e pesquisa das Políticas Públicas e que essa parceria deveria propor soluções para problemas sociais reais e concretos, como é o caso dos moradores de rua.

Se fizeram uma criança chegar em pensamentos "verdes" mesclado ao complexo mundo da tecnologia e informação, por que não ensiná-la a dividir sua atenção didática à política e sociedade?

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No final das contas, não estamos falando de cúpulas de plástico, estamos falando de pessoas.

03 Março 2009

Sinal Verde

Meu carro com o Selo Verde da ControlAr.

Ao meus queridos conterrâneos e a todos os preocupados com o meio ambiente: Há uma informação um pouco alarmante, a estimativa da ControlAr, empresa contratada pela prefeitura da capital para a inspeção veicular, era examinar 45 mil veículos com placa final 1, em fevereiro, mas foram só 21 mil, menos da metade.

A inspeção veicular é muito importante. Para quem não conhece, em São Paulo tornou-se obrigatório uma inspeção ambiental, verificado nível de emissão de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC) e diluição (percentual de CO e CO2 em todos os veículos registrados na cidade.

Têm que passar pela inspeção todos os veículos com placa de São Paulo e os carros fabricados a partir de 2003.

Eu já fiz a minha parte. Sinal verde para meu carrinho (vide imagem acima).

A minha placa é de final 1, no fim de janeiro paguei a taxa e agendei a vistoria (etapas via o site da ControlAr). Fui até o local da inspeção e não demorou mais do que 5 minutos. Os funcionários são muito bem capacitados e atenciosos. Meu carro foi aprovado e certificado, pois está dentro dos limites de emissões que foram definidos pela PORTARIA Nº 04 SVMA-G/2009.

"A Inspeção Ambiental Veicular é uma necessidade imediata para melhorar a qualidade de vida do paulistano. Está prevista por lei e todos os procedimentos adotados seguem resoluções e legislações específicas e é realizada por profissionais treinados e capacitados para oferecer-lhe o melhor serviço.
Ela deve ser feita todos os anos a partir do segundo licenciamento do veículo. Isso vale para todos os veículos registrados no Município de São Paulo, sejam leves (automóveis, vans ou microônibus) ou pesados (ônibus ou caminhões).

Em 2008, a inspeção é obrigatória apenas para os veículos movidos a diesel e Caminhões. A partir de 2009, todos os veículos a diesel, gasolina, álcool e gás natural bem como motocicletas deverão passar pela inspeção. O veículo que não realizar a inspeção, não poderá ser licenciado no ano seguinte e está sujeito a multa no valor de R$ 550,00.O período para realizar a inspeção varia de acordo com a data do licenciamento."
Para os prazos corretos, consulte a tabela abaixo:

Fonte: ControlAr

Veja Mais: NOTA da Folha


Lixão do Pacífico

"Um oceano de plástico, uma sopa intragável, de tamanho incerto e aproximadamente 1,6 mil quilômetros da costa entre a Califórnia e o Havaí e que, segundo estimativas, seria maior do que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

Charles Moore viajava pelo Pacífico, entre o Havaí e a Califórnia, quando resolveu arriscar um novo caminho. 'Foi perturbador. Dia após dia não víamos uma única área onde não houvesse lixo. E tão distantes do continente', lembra o capitão. Como um descobridor nos tempos das Navegações, Charles Moore foi o primeiro a detectar a massa de lixo. E batizou o lugar de Lixão do Pacífico.

Primeiro, viu pedaços grandes de plástico, muitos deles transformados em casa para os mariscos. Depois, quando aprofundou a pesquisa, o capitão descobriu que as águas-vivas estavam se enrolando em nylon e engolindo pedaços de plástico. O albatroz tinha um emaranhado de fios dentro do corpo. 'Antes não havia plástico no mar, tudo era comida. Então os animais aprenderam a comer qualquer coisa que encontram pela frente. Você pode ver que eles tentaram comer isso [pedaço de embalagem]. Mas não conseguiram', diz o capitão."

Reportagem: Fantástico (TV Globo 19/02/2009).

Assita a reportagem:
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Quantas vezes mais teremos que ver essa reportagem? Quantas vezes veremos mais reportagens como esta?

Ou melhor, quando deixaremos de cegar diante das imagens?

Quero creer em nós mesmos, seres humanos.

Reli um trecho do Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, quando os cegos enclausurados no hospício contam o que viram por último, antes de cegarem. E um deles chega a conclusão: "cegamos no momento que tivemos medo".

Talvez seja esse o motivo de tanto descaso.

Do que é que temos medo, então?

De um futuro sem futuro? De sermos vítimas da nossa inconsequência? Da nossa inconsciência? Ou muito pior: da nossa Consciência sem Escolha?

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Geraldine Di Lucca
Socióloga, formada pela PUC-SP. Paulistana com ânsia do mundo e de deixá-lo mais são. De Espírito cosmopolita, espero reunir neste blog tudo que é feito pelo mundo e para o mundo.
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