A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bateu na mesma tecla do biodiesel. Além das matérias-primas tradicionais (Soja, Girassol, Amendoim, Mamona e Algodão) nos apresentaram outras fontes alternativas, um tanto curiosas e interessantes.
Era o caso do Dendê, Babaçu, Inajá, Mandioca, Tucumã, Macaúba. Tudo isso vira energia!
Numa exposição típica de museu, o estante continha explicações de cada matéria-prima e processo de produção.
Destaque para o Programa de Biodiesel de Óleo de Fritura. No Distrito Federal há uma parceria da Embrapa com a Caesb (Companhia de Água e Esgoto de Brasília) para a produção de biodiesel a partir da transformação do óleo saturado (de fritura), evitando que o óleo pós-consumo seja despejado na rede de esgoto e causando danos ao meio ambiente. O consumo per capita no Brasil é de 40 milhões de litros por ano.
Benefícios dessa reciclagem:
Energético - não há gasto adicional de energia para a produção do óleo.
Reciclagem - supre parte da matéria-prima necessária ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Produção de Biodiesel.
Ambiental - protege o ambiente pela exclusão de um agente poluente no esgoto urbano e pela redução da emissão de gases de efeito estufa.
Ambiental - protege o ambiente pela exclusão de um agente poluente no esgoto urbano e pela redução da emissão de gases de efeito estufa.
Social - gera empregos e renda para catadores de material reciclável.
Relembrando os impactos ambientais se o óleo usado for descartado irregularmente:
- Se lançados no solo, os óleos, que são de lenta degradação, podem obstruir o volume poroso e causar impermeabilização do solo.
- Nos rios, pela sua menor densidade acumulam-se na superfície impedindo trocas gasosas e oxigenação da água, acarretando num desequilíbrio da fauna aquática.
- No esgoto, os óleos aumentam os custos operacionais nas estações de tratamento de esgotos.


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