23 Março 2009

Ecogerma - Basf

Da esquerda para a direita: Ecovio, Ecoflex e Ecobrás

O meu último destaque vai para a Basf, que apesar do seu vasto estande, acabei me concentrando na pequena área dos plásticos. Os representantes foram íntegros, atenciosos e muito esclarecedores. Toda a informação transmitida por eles tinha base científica, não faltou compreensão, pois eles dominavam todo assunto que envolvia plástico.

Ao contrário da Allianz, que dava preferência em atender o visitante que fosse de alguma empresa específica. Ao insistir em procurar um representante, este não conseguiu sanar a dúvida que eu tinha, apenas me deu um cartão para entrar em contato e até hoje a pessoa não respondeu meu e-mail com uma pergunta simples.

Enfim, em todo caso, vou dar atenção às boas informações obtidas através da Basf.

Busquei por toda feira a promessa do plástico biodegradável. Como eu já havia informado aqui no blog, não existe plástico biodegradável no mercado para o grande público. O que já foi divulgado é o PLA (polyactic acid ou ácido poliático), um plástico feito de milho ou de outra fonte renovável que realmente tem a função de biodegradação, mas que por si só não tem produção ou desenvolvimento suficientes para agregar essa característica aos plásticos do mercado.

A Basf, de forma otimista apresentou os modelos Ecoflex, Ecovio e Ecobras:

Ecoflex - É o plástico desenvolvido na primeira campanha dos biodegradáveis da empresa. Originalmente é feito a partir do petróleo, mas sua utilização se dá através da compatibilidade com outros produtos de fontes renováveis. Por ser de fonte fóssil o material acaba sendo muito resistente.

Ecovio - É blenda do Ecoflex e 45% de PLA (fonte renovável derivada do milho). Sua produção gera um material flexível, de espessura próxima de 10 mm, alta resistência ao rasgo e de estabilidade térmica até 230º.

Ecobras - É a combinação de Ecoflex (Basf) e amido de milho (Corn Products Brasil). Plástico com mais de 50% de fonte renovável, durante a sua decomposição comporta-se como um composto orgânico normal.

Imagens: Acervo pessoal

Os três ecoplásticos são biodegradáveis, compostáveis e seguem rigorosamente a normas internacionais como a BPI (Instituto de Produtos Biodegradáveis), European Bioplastics e Biodegradable Plastic Society. Embora sejam verdadeiramente biodegradáveis, os plásticos da Basf ainda não são comuns no dia a dia do consumidor. Pelo que foi explicado, as indústrias de celulose são os maiores compradores, utilizam os tubetes de Ecobras para reflorestamento, assim como as empresas de agronegócios.

1 comentários:

Fernanda Floret disse...

Tudo muito esclarecedor!

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Geraldine Di Lucca
Socióloga, formada pela PUC-SP. Paulistana com ânsia do mundo e de deixá-lo mais são. De Espírito cosmopolita, espero reunir neste blog tudo que é feito pelo mundo e para o mundo.
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